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Novo chefe da Guarda Revolucionária do Irã é procurado pela Interpol por atentado à AMIA, na Argentina

Ahmad Vahid, nomeado novo chefe da Guarda Revolucionária Islâmica em 1º de março de 2026. REUTERS/Morteza Nikoubazl/Foto de arquivo As credenciais de Ahmad ...

Novo chefe da Guarda Revolucionária do Irã é procurado pela Interpol por atentado à AMIA, na Argentina
Novo chefe da Guarda Revolucionária do Irã é procurado pela Interpol por atentado à AMIA, na Argentina (Foto: Reprodução)

Ahmad Vahid, nomeado novo chefe da Guarda Revolucionária Islâmica em 1º de março de 2026. REUTERS/Morteza Nikoubazl/Foto de arquivo As credenciais de Ahmad Vahid, o novo chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, revelam um histórico de força bruta dentro e fora do Irã. Ele assume o lugar de Mohammad Pakpour, assassinado neste sábado no ataque coordenado entre EUA e Israel ao país, que matou 40 integrantes da cúpula do regime, entre eles, o líder supremo Ali Khamenei. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real Vahid é procurado pela Interpol como suspeito pelo atentado de 1994 contra o centro comunitário judaico AMIA, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas e feriu outras 300. Na época, ele comandava a Força Quds, que opera como um braço paramilitar da Guarda Revolucionária e conduz operações no exterior e foi apontado pela Justiça como um de seus planejadores. O ataque ao prédio da AMIA, no dia 18 de julho de 1994, é considerado o mais letal da História argentina. A sede da Associação Mutual Israelita Argentina foi destruída pela explosão de um furgão carregado de 300 quilos de explosivos, e conduzido por um terrorista suicida do Hezbollah. A Justiça argentina concluiu em 2024 que o atentado foi patrocinado pelo regime iraniano, mas os acusados permanecem impunes, apesar dos mandados emitidos pela Interpol. TV estatal do Irã confirma morte de Khamenei Aos 67 anos, o atual comandante da Guarda Revolucionária está sob sanções do Departamento de Tesouro dos EUA e da União Europeia e ocupou cargos estratégicos no regime teocrático. Foi ministro da Defesa entre 2009 e 2013, durante o governo Mahmoud Ahmadinejad e ministro do Interior, de 2021 a 2024. Quem eram os chefes militares do Irã mortos em ataques dos EUA e de Israel Coube a ele liderar a repressão à onda de protestos que em setembro de 2022 convulsionaram o país após a morte da estudante Masha Amini, presa sob a alegação de ter desrespeitado o rígido código de vestimenta do país. Em dezembro do ano passado, Vahid foi alçado por Khamenei ao cargo de vice-comandante da Guarda Revolucionária e supervisionou a repressão igualmente violenta aos protestos contra o regime, que tiveram a adesão de comerciantes e se espalharam pelas principais cidades, matando milhares de iranianos. A Guarda Revolucionária atua como o principal pilar de proteção do regime clerical muçulmano xiita do Irã e era comandada por Pakpour desde junho de 2025, em substituição a Hossein Salami, que também foi assassinado em um ataque israelense. A nomeação de Vahid para ocupar o posto de Pakpour sinaliza que o regime teocrático optou por dar continuidade à linha-dura para a assegurar a sua manutenção. LEIA TAMBÉM: Irã anuncia novos ataques a bases dos EUA após Trump ameaçar usar 'força nunca antes vista' EUA afirmam que três soldados americanos foram mortos em operação no Irã Irã diz ter lançado 4 mísseis balísticos contra porta-aviões dos EUA no Oriente Médio; EUA negam