Irã diz ter lançado 4 mísseis balísticos contra porta-aviões dos EUA no Oriente Médio
O porta-aviões USS Abraham Lincoln transitando pelo Estreito de Ormuz em 2019 Zachary Pearson/U.S. Navy via AP A Guarda Revolucionária do Irã anunciou neste ...
O porta-aviões USS Abraham Lincoln transitando pelo Estreito de Ormuz em 2019 Zachary Pearson/U.S. Navy via AP A Guarda Revolucionária do Irã anunciou neste domingo (1º) que lançou 4 mísseis balísticos contra o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, segundo reportaram agências de notícias estatais iranianas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real O Irã afirma que a embarcação foi atingida. O Exército dos EUA, no entanto, não se manifestou publicamente sobre o ataque até a última atualização desta reportagem. "O porta-aviões Abraham Lincoln do Exército dos EUA foi alvo de quatro mísseis balísticos. O porta-aviões Abraham Lincoln foi atingido", reportou a agência estatal Irib com base na assessoria de imprensa da Guarda Revolucionária iraniana. Um porta-aviões é um dos maiores aparatos militares de projeção de poder porque pode levar dezenas de jatos de guerra a bordo —cerca de 90, no caso do USS Abraham Lincoln— e serve como uma base flutuante para essas aeronaves. Em operação desde 1989, o porta-aviões é considerado um dos maiores navios de guerra do mundo. A embarcação pode levar até 5.500 tripulantes e é equipada com lançadores de mísseis e metralhadoras para defesa aérea. O USS Abraham Lincoln leva esquadrões de casças F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet, além de aviões de monitoramento e helicópteros, e pode lançar até quatro aeronaves por minuto. O Irã não informou qual tipo de míssil lançou contra o porta-aviões. Irã ataca bases militares dos EUA pelo Oriente Médio Irã confirma a morte do seu líder supremo, Ali Khamenei O Exército do Irã retomou neste domingo os bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. "Há poucos minutos, pilotos da Força Aérea do Exército da República Islâmica do Irã bombardearam com sucesso, em várias etapas de operação, bases dos Estados Unidos em países da região do Golfo Pérsico e no Iraque", afirmou a pasta em comunicado compartilhado pela agência estatal iraniana Irib pouco após as 4h no horário de Brasília. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, quais bases dos EUA na região foram alvejadas pelo Irã, nem se foram atingidas. Conheça as bases militares dos EUA no Oriente Médio aqui. Explosões foram registradas por agências de notícias em Abu Dhabi, Dubai, Doha e Manama —nos Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein. Os países relataram mortos e feridos pelos ataques retaliatórios iranianos: Três pessoas morreram e 58 ficaram feridas nos Emirados Árabes Unidos. O governo relatou também ter interceptado 167 mísseis iranianos e 541 drones de ataque desde sábado; Quatro pessoas morreram e oito ficaram feridos em um ataque em uma base militar no Iraque, afirmou o governo à AFP; 1 morto e 32 feridos no Kuwait, segundo o Ministério da Saúde; 16 feridos no Catar. Os novos ataques iranianos ocorrem horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado "atingir o Irã com força nunca vista antes" caso o país voltasse a retaliar os ataques norte-americanos e israelenses. Os EUA não se manifestaram publicamente sobre os novos ataques do Irã até o momento. Bases militares dos EUA pelo Oriente Médio já haviam sido alvos de bombardeios do Irã no sábado, como retaliação a ataques norte-americanos e israelenses contra o território iraniano. No sábado, foram registrados ataques iranianos contra Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Irã confirma morte de Khamenei Apresentador da TV estatal do Irã confirma emocionado morte de Khamenei; notícia é celebrada nas ruas de algumas cidades do país Os chefes militares do Irã foram mortos durante bombardeios dos Estados Unidos e de Israel, informou a mídia estatal iraniana neste domingo (1º). Horas antes, no final da noite de sábado (28), no horário de Brasília, o governo do Irã e a sua mídia estatal confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei. Khamenei era o líder supremo do país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder supremo do Irã foi morto durante um bombardeio. Khamenei comandou o país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. "O líder supremo da Revolução foi martirizado", diz a publicação. O gabinete do governo do Irã, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral. "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio", diz nota. O texto classifica o episódio como um "crime" e diz que "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo". "O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam". Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã deste sábado. "Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo", completa a nota. A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentaram a morte. "O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo". O apresentador da TV estatal iraniana anunciou a morte de Khamenei emocionado. Veja no vídeo abaixo. Em uma rede social, Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel. Segundo ele, “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump. Na Truth Social, Trump afirmou que os bombardeios contra o Irã vão continuar para alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”. Ele disse esperar que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança se unam à população para “devolver grandeza” ao país. "Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país. Estamos ouvindo que muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade de nossa parte", afirmou. Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver indícios de que Khamenei estava morto. Segundo ele, forças israelenses destruíram um complexo usado pelo líder supremo.